Drugstore – Mais séries para o isolamento social



Ah, gente, eu não tô fazendo nada mesmo. Tomem aí mais uma listinha (já teve outra de séries, de música e de livros). Quem gostou, assista. Quem não gostou, paciência. A ambos, uma só mensagem: fique em casa, caralho!







The americans
(2013-2018) – 6 temporadas – 75 episódios
Comprar em DVD


O enredo é bem parecido com um episódio de Alias, aquela série dos anos 2000. A Sidney ia para um vilarejo na Rússia, reprodução da KGB de uma cidade comum dos EUA, local onde treinavam camaradas para se infiltrarem na terra do Tio Sam como verdadeiros ianques. Dá pra ficar melhor do que isso? Dá. Com seis temporadas de praticamente a mesma história.


Na Washington dos anos 1980, em plena Guerra Fria, Phillip e Elizabeth vivem em uma casa confortável, têm dois filhos, uma empresa familiar e são o perfeito exemplo do sonho estadunidense. Mas acontece que eles são agentes secretos russos e estão no país para que, paraguaio? Para espionar os americanos, claro. Recomendado para quem adora conspirações, microfones ocultos e músicas da década perdida.









Ozark
(2017 – ) – 3 temporadas – 30 episódios
Disponível na Netflix


Chefe de família envolve a família em perigosa trama de ação, suspense e mistério ao trabalhar para cartel de traficantes mexicanos. Se você pensou em Breaking bad, errou de leve. Essa premissa é de Ozark, muito similar à sinopse da trama de Vince Gilligan, verdade. Mas também na capacidade de nos deixar grudados na cadeira assistindo a um episódio após o outro.


Bora lá. Marty Byrde lava dinheiro para traficantes. Quando algo dá errado em Chicago, ele embarca com a esposa, Wendy, e os dois filhos a uma região americana bastante turística conhecida pela exuberante natureza selvagem. É lá que eles entrarão em choque com vários tipos escusos, incluindo a família Langmore.


Jason Bateman, de Arrested development, deixa de lado os papéis cômicos ao lado da queridíssima Laura Linney. Ele também dirige alguns episódios, ganhou até um Emmy ano passado (Julia Garner, que interpreta Ruth, também, só que o de atriz coadjuvante, assista e descubra porquê).









Succession
(2018 – ) – 2 temporadas – 20 episódios
Disponível na HBO


Sempre fico de olho nas premiações da TV, mesmo entendendo que muitas vezes não ganha quem realmente merece. Independentemente de qualquer coisa, as temporadas de troféus ainda são um bom termômetro para me ajudar a decidir o que assistir. Deste jeito conheci Succession, algo inspirado nas famílias disfuncionais de grandes magnatas da mídia como Rupert Murdoch. A sinopse: patriarca escroto observa de camarote os filhos mimados se implodirem enquanto brigam pelo império que ele criou.


O que achei bem peculiar é que, baseado apenas na premissa, poderíamos pensar num dramalhão. Mas o texto aqui beira a comédia. Por vezes até me questionei se não categorizaram a série errado. De qualquer forma, vale a maratona. É difícil parar de assistir às reviravoltas típicas de novela com o verniz classudo da HBO. Acabei recentemente a primeira temporada e parto para a segunda em breve (se for ruim, ninguém viu esse post, abafa).









Russian doll
(2019 – ) – 1 temporada – 8 episódios
Disponível na Netflix


Vocês já viram A morte te dá parabéns? É um filme de terror em que uma universitária assassinada volta sem parar para o dia em que o crime aconteceu. Esta série parte do mesmo pressuposto, desta vez em clima de comédia de humor ácido. Tem também Feitiço do tempo, mas eu nunca vi, acho que o Bill Murray fica vivão?


Assim como a supracitada Succession, esta série despertou minha curiosidade ao ser indicada para vários prêmios. A assinatura é de grife, criação de Leslye Headland, Amy Poehler e Natasha Lyonne, esta última estrela da parada (também autora e diretora da season finale).


Além de ser curtinha, direto ao ponto, o que considero uma grande qualidade porque ninguém, nem na quarentena, tá com tempo sobrando, Russian doll tem um texto afiadíssimo, inteligente. Aos que curtem Nova York, o programa mostra a cidade em seu lado, digamos, mais nova-iorquino possível: implicante, desbocado, meio sujo e, ainda assim, apaixonante.









Bates Motel
(2013 – 2017) – 5 temporadas – 50 episódios
Comprar em DVD


Psicose já gerou sequências, remake e nada fez jus à genialidade do filme original. Essa série também não supera o clássico, claro, mas acho que foi de longe o produto mais bem pensado derivado desta antológica fita de Alfred Hitchcock.


O enredo é uma prequel, ou seja, mostra o início da história que já conhecemos, desta vez em versão contemporânea. Norma Bates (Vera Farmiga, ótima) compra um motel para administrar com a ajuda do filho, Norman (Freddie Highmore, hoje em The good doctor, sensacional). O rapaz é um bom moço, meio soturno, devotado pela mãe. Presenciamos durante os episódios a relação instável entre os dois e o crescer da compulsão assassina dele em meio a outros enredos acessórios derivados da trama primordial.


E sim, lá na quinta temporada, perto do encerramento de Bates Motel, tem a cena do chuveiro. Mas de uma maneira que nenhum fã de Psicose poderia prever.







Crédito das imagens: Diário do Seriador, ComingSoon, ABC, Filmow, Mercado Livre, Pinterest, Home Theater Forum, Adoro Cinema, Clio Awards e Twitter.

Drugstore – Livros para o isolamento social



Tava faltando esse assunto na série da quarentena, então selecionei cinco obras literárias para passar o tempo. Tem suspense de ficar grudado, história de vida, romance, jornalismo e até mesmo um pouquinho de tudo o que já aconteceu no mundo. Aproveitem. Não percam também os posts sobre séries e músicas.







Morte no Nilo
Agatha Christie
HarperCollins
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Linnet Ridgeway é bonita, rica e bem sucedida. Ela também roubou o namorado da melhor amiga, casou-se com ele e embarcou num cruzeiro luxuoso pelo Egito ao lado do marido. Não contava, entretanto, que seria assassinada à bordo, dando origem a uma investigação do detetive belga Hercule Poirot, coincidentemente outro passageiro deste diabólico passeio pelo rio Nilo.


Primeiro livro “adulto” que li, também foi minha estreia com Agatha Christie. Selou, de cara, a paixão pela obra da autora, minha preferida. Este também é meu predileto dela. Desligue o celular e mergulhe na história. Você provavelmente não vai conseguir desgrudar, tô te falando.


Quando acabar, recomendo o filme de 1978 com Peter Ustinov, Bette Davis, Maggie Smith e grande elenco (Kenneth Branagh, que recentemente dirigiu e estrelou outra versão de Assassinato no Expresso do Oriente, mais um clássico de Agatha, tem engatilhada uma nova adaptação de Morte no Nilo para breve).







Rita Lee – Uma autobiografia
Rita Lee
Globo Livros
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A cantora brasileira que eu mais curto conta em detalhes toda sua vida profissional e pessoal, estas recheadas de causos para lá de interessantes.


Escrita pela própria em esquema “fluxo de consciência”, a autobiografia percorre os mais diversos assuntos, família, Os Mutantes, drogas, música, desafetos, e por aí vai, tudo em linguagem leve e com o humor característico consagrado por nossa rainha do rock. Ao longo do livro, um personagem, tipo aquele Clipart do Word, trazendo novos fatos ao leitor.







A sangue frio
Truman Capote
Companhia das Letras
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Na obra inaugural do que conhecemos hoje como jornalismo literário o escritor Truman Capote investiga o assassinato de uma família americana do Kansas no fim da década de 1950. Como bom repórter que é, dá voz aos dois lados, mostrando ao público relato que alterna a história das vítimas com a dos assassinos.


A forma como isso é contado foi o que mais me fascinou quando li a obra, ainda nos tempos de faculdade. Na primeira parte, conhecemos em detalhes o último dia dos Clutter. Em seguida somos levados pelo passado dos criminosos Richard Hickock e Perry Smith, além de pela investigação, uma espécie de narrativa em vários tempos distintos. Parece coisa de filme, né? Pois virou. Capote, de 2005, mostra um pouco da criação de A sangue frio (também adaptado para o cinema décadas antes).







Moça com brinco de pérola
Tracy Chevalier
Bertrand Brasil
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Não sei por qual motivo um dia eu decidi comprar esse livro. Mais ainda porque iria lê-lo. Fiz os dois e não me arrependi.


Passado em Delft, nos Países Baixos, ele dá uma versão romanceada para o encontro entre uma simples camponesa (de nobre coração que vai todos os dias ao bosque recolher lenha) e o pintor holandês Johannes Vermeer, que teria resultado na clássica pintura Moça com brinco de pérola. Lindo, suave, uma leitura simplesmente deliciosa. E tem filme.







A história do mundo para quem tem pressa
Emma Marriott
Valentina
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Quantas vezes você se pergunta “Mas como é que foi mesmo que começou a Primeira Guerra Mundial?”? Nenhuma? Pois eu pelo menos duas por ano. Para essa e outras dúvidas, essa obra é uma mão na roda.


Começa lá nos sumérios, no início dos tempos, percorre o Oriente, as navegações, as revoluções, fala de África, da Oceania, tudo resumido para rápidas consultas ou simplesmente para nos entreter no voo, no metrô de volta para casa… Agora peraí que eu já esqueci como a Primeira Guerra começou, volto em breve.




Crédito das imagens: Terra, Medium, Folha de S.Paulo, Mubi, Amazon UK e Amazon.

Drugstore – Músicas (novas) para o isolamento social



Semana passada recomendei ótimas séries para maratonar nesses dias dentro de casa. Agora é a vez de sugerir músicas novas para a playlist de vocês. Textinhos descontraídos. Clipezinhos massa. Larga de preguiça. Liga o som. Ah, sim, vou fazer o de livros também. Em breve.




Dua Lipa
Break my heart

Acompanho com curiosidade a carreira da irmã mais nova de Tiru Lipa (fanfic). À princípio achava que ela fazia um pop bem genérico e só. Aí veio New rules e eu pirei. Aliás, o mundo todo. Depois de merecido descanso, Dua Lipa voltou certeira em janeiro com Don’t stop now, para mim, até o momento, maior hit clubístico do tumultuado ano de 2020.


Minha escolhida da hora, a recém lançada Break my heart, este Another one bites the dust moderno, também é boa demais. As faixas fazem parte do álbum Future nostalgia, álbum que dizem ser filho de Confessions on a dance floor, da Madonna, com o X, da Kylie Minogue. Vou ouvir. A saber se a música pop foi, enfim, salva.







Pabllo Vittar e Thalia
Tímida

Quem me conhece sabe™ que Thalia é um dos meus amores ancestrais. Desde a primeira exibição de Maria Mercedes eu me apaixonei por ela e, posteriormente, comecei a consumir também sua carreira musical.


Eis que uma parceria uniu uma das minhas ídolas com Pabllo Vittar, orgulho do nosso país, me fazendo sentir pessoalmente realizado. Como pontuei em outra rede social, a criança viada venceu. Bom demais em tempos de panacas no poder. E a música? HINO. Claro.







The Weeknd
Blinding lights

Ainda sem saber se é um cara só ou uma banda, e com preguiça de procurar, The Weeknd honra o nome com uma bela canção para o famoso findi. O ritmo evoca os intermináveis anos 1980. Fazer o que se aquela década bota as outras para mamar (musicalmente falando, claro).


Quando Blinding lights começa a tocar, a vontade é de sair por aí que nem um maníaco pela pista de dança, vestido de collant fluorescente e faixa na cabeça ornando os mullets. Só que a gente ainda não pode, então faça isso na sala de casa até a quarentena passar. De nada.







Baco Exu do Blues
Preso em casa cheio de tesão

Me falta conhecimento para falar de Baco Exu do Blues. Cheguei a ouvir alguma coisa lá atrás e não acompanhei. Agora com certeza ele ganhou minha atenção. Gente, o cara lançou um álbum inteiro produzido durante a pandemia.


Não tem bacanal na quarentena conta com faixas do tipo Amo Cardi B e odeio Bozo e Dedo no cu e gritaria. Escolhi para nossa playlist Preso em casa cheio de tesão, uma parceria deste Kanye West brasuca com Lelle.







Letrux
Dorme com essa

Quando falei de Letrux há um tempo, recomendei aqui o álbum Em noite de climão. Letícia agora lança Aos prantos, um disco provavelmente bem emocionado. Ainda não escutei de cabo a rabo. Mesmo assim, me encantei com Dorme com essa, uma pegada bem Marina Lima, praticamente a Acontecimentos da nova geração.


A música me pegou naquele clima intimista, meio eletrônico, e eu fico por aqui, sem choro, na espera do isolamento passar para curtir todas essas músicas na boate e/ou na intimidade em boa companhia.







Crédito das imagens: G1, Entretenimento UOL, B9 e Papel Pop.