God save the queen!



Se viva fosse, a escritora inglesa Agatha Christie completaria 120 anos nessa quarta-feira, 15 de setembro de 2010 (Ela era virginiana? WTF!). Se viva fosse e prima do Highlander, né, mas precisava dessa abertura porque há muito tempo queria começar um texto deste jeito. O fato é que Agatha tem um significado todo especial para mim. Tinha uns 11 anos quando a editora Record lançou uma coleção dela para venda nas bancas. Eu, que sempre adorei revistas e afins (também sou viciado em locadoras, farmácias, livrarias e papelarias), logo comprei um exemplar, Morte no Nilo, por pura curiosidade. Na escola, até então, era obrigado a ler um livro cá, outro acolá, mas nada que me apetecesse, já que meu interesse sempre foi o cinema, principalmente as fitas de suspense e terror. É claro que ao abrir as páginas daquela publicação com cara de antiga, viajei no mesmo barco que os personagens em uma jornada de mistério pelo rio que corta o Egito. Agatha Christie foi a minha primeira incursão na literatura adulta, séria. Ouso até dizer que o prazer da leitura a ela, minha querida e eterna rainha do crime.





Nascida na Inglaterra no fim do século 19, Agatha publicou seu primeiro romance, O misterioso caso de Styles, em 1920 e não parou mais. Seu nome está lá no Guiness Book como a autora mais lida no mundo junto de William Shakespeare. Só a BÍBLIA SAGRADA vendeu mais do que seus 80 livros publicados – um número aproximado de quatro bilhões de exemplares em mais de 100 idiomas. (E para o Paulo Coelho, o que a gente grita? BAAAAAAAAAANG!). Agatha Christie trouxe elegância, sarcasmo e altas doses de tensão ao gênero policial. Em algum vilarejo qualquer, uma mansão suntuosa ou até mesmo num trem, a aura de suspense vinha à tona quase sempre tendo um assassinato como foco principal. Seu mais famoso personagem, o detetive belga Hercule Poirot, aparece em 33 histórias dela. Baixinho, com um bigodinho escovado e sempre perspicaz, Poirot enxergava o que ninguém via e, quase sempre no fim dos livros, apresentava uma explicação absurda e ao mesmo tempo absolutamente convincente dos casos em questão, utilizando simplesmente suas poderosas “células cinzentas”. (E pro CSI, cadê o grito da galera? BAAAAAAAAAAAANG!).





A obra de Agatha Christie pode até ter sido adaptada para o cinema algumas vezes (não deixe de ler e ver Testemunha de acusação, Assassinato no Expresso do Oriente e Morte no nilo), mas o prazer de ler suas publicações no papel, pelo menos para mim, não passará jamais. É só abrir um livro dela eu viajo… Do mesmo jeito de quando ainda era uma criança.







Três observações importantes:


1) Para você, que gosta tanto de Agatha como eu, eis a dica preciosa de um lançamento saindo do forno. Trata-se d’Os diários secretos de Agatha Christie, uma coleção imperdível de notas, rascunhos e planos para livros e peças. Além do material condensado em 73 três diários pessoais, a obra conta com dois contos inéditos de Poirot.





2) A editora L&PM vai comemorar os 120 de nascimento da rainha do crime no melhor estilo gato e rato. Cinco capitais brasileiras receberão edições em pocket book de alguns livros de Agatha Christie. Estas serão escondidas em alguns pontos da cidade e quem achar leva, nos moldes do livro-livre. Genial. Anote aí onde os exemplares estarão dando sopa: em Porto Alegre no Shopping Iguatemi; no Rio de Janeiro, Shopping Rio Design Barra; aqui, em Brasília, no Conjunto Nacional; em Natal no Natal Shopping em Natal e em São Paulo os leitores poderão encontrar as obras em praças, museus e até no metrô.





3) Agatha já foi pro andar de cima, mas mesmo assim está na internet. No site oficial da escritora, em inglês, o visitante poderá comprar livros, ler algumas curiosidades e conferir o blog do neto da escritora, Mathew Prichard, um velhinho muito do simpático.

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5 respostas para God save the queen!

  1. Pedro disse:

    Te dizer q compartilho do mesmo sentimento: meu prazer de leitura se deve em mto a livros como o clássico “O caso dos 10 negrinhos”.
    E pensar q a Dama do Crime, juntou gerações da minha família: meu avô comprava os livros e os devorava em dias, passava para minha mãe, para minha tia, minha irmã e então chegava em mim. Os almoços em família, sempre rendiam teorias bizarras e risadas de quem já tinha lido o livro e sabia do desfecho.
    “Morte na Praia”, “Cai o Pano”, “Um Brinde de Cianureto”, “Um Crime Adormecido”, etc, foram tantos os livros dos mais váriados personagens (aqui devo admitir q minha detetive favorita era a esguia Aridane Oliver, viciada em maçãs e estabanada. Álias, era esse mesmo o nome dela? Ou me perdi em outros tantos livros?

  2. Eu também herdei muitos títulos na minha família, Pedro. Sabe o que é engraçado? Teve uma época que eu parei de ler Agatha porque tinha medo que os livros dela acabassem e eu ficasse a ver navios. Até que descobri que RELER Agatha também é muito gostoso. 😉

    PS: Eu lembro de Ariadne Oliver. Esse nome não me é estranho, mas não consigo associar a nenhuma história específica. “Um gato entre os pombos”, talvez?

  3. Pedro disse:

    Arthur, se eu te disser q fiquei tentando lembrar do nome desse livro e tudo oq vinha na minha mente era “Como cães e gatos” e eu tinha certeza q tinha um pombo no meio do título, tu vai achar bizarro?
    Ariadne Oliver apareceu em várias histórias junto com o Poirot, até ter a chance de descobrir seus próprios crimes, mas mesmo assim em alguns livros ela ainda pedia a ajuda dele.
    “Um gato entre os pombos” é “com” ela, a história da tenista e da raquete. Lembro da minha fascinação ao chegar ao final desse livro e perceber q nada fora escrito por acaso.
    E devo te agradecer, por ter me instigado a reler Agatha e por ter tido a chance de “conversar” com alguém tão fascinado por esse tipo de literatura qto eu.

  4. Não só não acho bizzaro como me identifico. HAHAHAHA. O que vale é a intenção de lembrar e nossa mente sempre prega esses truques.

    Engraçado você mencionar a Ariadne, Pedro, porque, por mais que eu goste do Poirot, da Miss Marple, Hastings e etc., eu também adoro livros da Agatha que não tem detetive algum. Quando alguém é pego de surpresa. Um estudante, uma dona de casa entediada… Gosto muito d’O caso dos sete relógios e O homem do terno marrom, que seguem bem essa linha. Valem a pena!

  5. Cris disse:

    Ah que delícia, vocês lembraram da Ariadne! 🙂

    É tão legal que a Agatha tenha fã jovens! Eu li e reli quase todos os livros dela sempre com prazer, e concordo com você, as histórias sem detetives também são sensacionais.
    Que mente tinha essa mulher … E virginiana, como eu, que orgulho! 😉

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