Apoteose de fofura



Em época de campanha eleitoral, eu tenho um sonho: se tivesse me candidatado a presidente, minha maior proposta de governo seria a distribuição gratuita do filme (500) dias com ela para todos os brasileiros desse país. Educação emocional, tá ligado? Quando começou o fuzuê em cima da produção, em meados do ano passado, eu fiquei descrente. Musiquinhas indie, historinha de amor, novo sucesso independente, blah, blah, blah, coming out your mouth with your blah blah blah. Pensei no tanto de expectativa que criei em cima de Juno (parada véia chata, Ellen Page cara de peido, Michael Cera boneco de Olinda, Death Cab for Cutie sonífero musical) e não fui aos cinemas para conferir. Dia desses, abandonado em casa, com dor de estômago, naquela vibe pijama e carboidratos, dei uma chance para (500) dias com ela e me apaixonei. É um dos filmes mais guti-guti e REAIS sobre relacionamentos que eu já vi.





Logo de início o narrador conta que aquela será mais uma história de garoto conhece garota. Só que não é. Tom escreve cartões comemorativos para uma empresa de L.A. quando se apaixona por Summer (daí o trocadilho do nome em inglês – 500 days of summer – ou 500 dias de verão em tradução literal). Ele é do tipo nerd, meio pega-ninguém, e atende na vida real pelo nome de Joseph Gordon-Levitt, aquele moleque de 3rd rock from the sun. A moça é meio maluquete, curte The Smiths, admira Magritte e é possivelmente uma das 23 fãs de Ringo Starr no mundo. Certeza que o papel foi escrito a mão para a gracinha da Zooey Deschanel. A química esquisita do casal, que demora a engrenar um romance, é um dos nós muito bem amarrados do filme. No entanto, assim como a vida, pouco a pouco eles seguem caminhos diferentes e é aí que (500) dias com ela vira uma FACADA NA MENTE (Preste atenção no diálogo: Eu simplesmente acordei um dia e soube/Soube o que?/O que eu nunca tive certeza com você). Mas tudo bem, é bonitinho também, vai. Nhoon.





Mesmo sabendo que o outono sempre vem, todo mundo com certeza é um pouco Tom. E, parafraseando o prólogo do filme, em adaptação livre, as (os) Summers do mundo podem ir todos para a porra do inferno.





(500) DIAS COM ELA
(500 days of Summer, EUA, 2009). De Marc Webb. Com Joseph Gordon-Levitt, Zooey Deschanel, Geoffrey Arend, Chloe Moretz e Matthew Gray Gubler.
****


SUPER DICA: Tá passando no Telecine Premium. Se joga.


PS: Se você não sabe, Zooey fofolete também canta, e não só em faixas bônus da trilha como Sugartown, cover da música de Nancy Sinatra. Junto do músico M. Ward, Z encanta na dupla She & Him com um folkzinho maroto e bem tchuco-tchuco. Na tela:











I somehow see what’s beautiful
In things that are ephemeral
I’m my only friend of mine
And love is just a piece of time
In the world
In the world
And I couldn’t help but fall in love again
No, I couldn’t help but fall in love again
No, I couldn’t help but fall in love again
No, I couldn’t help but fall in love again



She & Him – I though I saw your face today

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3 respostas para Apoteose de fofura

  1. Dalila Góes disse:

    O filme é bacana, apesar de eu preferir Nick and Norah’s Infinite Playlist (isso no quesito trilha sonora indie Globosat. E sim, é com o Michael Boneco de Cera de Olinda). Mas a Zooey Deschanel… tenho a impressão de que ela é pessoa mais chata do mundo… Uma criatura que não come ovo, leite, trigo, queijo, carne, batata frita e não toma Coca-Cola… não valorizo. HAHAHAHA

  2. Esse eu ainda não vi, mas Michael Cera, né? Pfff. Não vou ver. HAHAHA. Quem diabos ele pensa que é? Sou mais “Arrested development”.

    E segundo a trivia do Imdb da Zooey, ela é alérgica a tudo isso, tá? Não zoa ela. =~~~~

  3. marcia marcia e marcia disse:

    ontem mesmo tava baixando NOVAMENTE a trilha sonora. que eu adoroooooooooooo
    acho q o unico ponto franco desse filme é a menina de 3 anos de idade que saca tudo sobre relacionamentos.,
    ODEIOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO essas criancas prodigio que o povo insiste em por nos filmes como conselheiras sentimentais. nao sei da onde esse povo tira essas ideias.

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