L’Enfant terrible



Terry, o terrível. A expressão não é minha. Lembro de tê-la visto, tempos atrás, em uma manchete da Folha de S. Paulo. Até hoje não encontrei melhor maneira de descrever essa figura. O Terry em questão é Terry Richardson, fotógrafo norte-americano especialista em retratos simples e ousados. No portfólio, desde catálogos fashionistas a ensaios elaborados com atores, modelos, cantores e estilistas de primeira linha. Até mesmo O cara, Obama, posou, comportado obviamente, para as lentes do fotógrafo.


Terry imprime uma força descomunal com recursos aparentemente simples. A tradicional parede branca é a companheira fiel aos ensaios. Descabelados ou montados, nus ou vestidos, em poses tradicionais ou até mesmo vomitando – strike a pose and BAM. Está pronta mais uma obra de arte com a assinatura de Mr. Richardson. “Uma vez me disseram que minhas fotos pareciam honestas – achei uma ótima coisa a se dizer, um grande elogio. Eu sempre tento colocar isso em meu trabalho”, contou.





Agora, os admiradores do naughty boy favorito do universo artístico poderão conferir suas fotografias online. Em seu site oficial, ele agora conta agora com um diário. Além de outtakes das sessões mais badaladas, incluindo a do safadinho calendário Pirelli (foto abaixo), shots randômicos de detalhes do cotidiano. Vale a pena também seguir o twitter do barbudo.





Com sua crueza, Terry em nada se assemelha a seus contemporâneos – não investe nas cores berrantes de David LaChapelle, o realismo glamuroso de Mario Testino ou ainda a audácia criativa de Steven Klein. Entretanto, mergulhado em sua simplicidade, Terry subverte as regras de um mundo cada vez mais politicamente correto e sacal. No lugar de modelos herméticas e mecânicas dando pulinhos no ar com balões nas mãos, Terry aparece, ele mesmo, chupando a cordinha de um absorvente íntimo direto da fonte, if you know what I mean, ou ainda recebendo sexo oral de uma aspirante qualquer ao estrelato.





Na melhor das hipóteses (e na pior também), Terry Richardson é um pervertido, safado e sem vergonha. Graças a Deus que eu também sou.


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