Força da natureza

É engraçado envelhecer. Só assim a gente pode perceber algumas coisas. Enquanto o mundo chora diamantes, emocionado por causa dos transtornos mentais da Lady GaGa, eu, sinceramente, não consigo ver muita novidade. Claro que a garota é esperta e muito da talentosa, sim, senhor – entretanto, não é pioneira em misturar arte, moda e música como vem sendo vendida por aí há apenas um ano. Desde as primeira pirações da nova musa do pop, o nome Björk me vem a cabeça. A semelhança, provavelmente, não é mera coincidência. Toda essa introdução prolixa que abusa do jornalístico recurso do nariz de cera, serve para falar justamente dela.


Björk Natureza


Classificada como louca por muitos e como gênia sagrada por outros tantos, a cantora islandesa presenteou seus fãs mais uma vez com o lançamento de Voltaïc, registro ao vivo de sua mais recente turnê. As edições são mais do que caprichadas: o show, gravado em Paris, França e Reykjavík, na Islândia, pode vir acompanhado do CD ao vivo gravado em Londres, um álbum de remixes, vídeos do CD Volta, LPs e mais outros bônus. Tudo isso, infelizmente, sem previsão de chegada ao Brasil.





Tive a oportunidade de conferir a apresentação de Björk no Tim Festival de 2007, em Sampa. Dividindo espaço com várias atrações do porte de The Killers, Arctic Monkeys e Juliette and The Licks, a estranha musa roubou a cena, destoando do espírito rock ‘n’ roll do evento.


Ao adentrar o palco ao som de Earth intruders, a platéia veio abaixo. Dentre os “hits” (entre aspas, já que a cantora sempre foi avessa a paradas de sucesso e ao universo mainstream), Army of me, The anchor song, Hunter e uma apresentação energizante de Declare independence. Projetado para um espaço mais intimista, confesso que a apresentação perdeu um pouco do impacto em espaço arena como o Anhembi. Porém, isso não foi suficiente para deixar que a deusa o gelo deixasse de encantar o público com a profusão de cores e sensações psicodélicas provocadas por sua música e visual.


Björk 01


Em suma: a juventude que me perdoe, mas, sem julgamentos ou conceitos, sou mais All is full of love do que Bad romance.







Voltaic
VOLTAÏC
Björk. 11 faixas ao vivo, 12 faixas remixes + DVD ao vivo. One Little Indian.
http://www.bjork.com

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