As melhores frases da Samantha de “Sex and the City”



Sex and the city, com uma das melhores aberturas da TV e um bom exemplo de cidade como protagonista de séries, vai voltar. Não foi a gente que pediu. Depois daquele segundo filme pavoroso, era melhor ter deixado quieto. Para piorar, devido a babados mil, Samantha Jones, interpretada por Kim Cattrall, não fará companhia às outras três “animigas”.


Uma pena, já que era a força da união dessas mulheres que transformou o programa naquilo que ele era. Quem sabe os roteiristas e produtores mudarão completamente o foco da história? Nos surpreenderão? Anyway, como tributo mais do que necessário, fica aqui uma singela homenagem à personagem que dava a pimenta necessária na comédia nova-iorquina balzaca 90’s adoçada com Stevia. And just like that…





Se ele parece bom demais para ser verdade, ele provavelmente é





– Você engole?
– Apenas quando supreendida






Esse tal de amor é um filho da puta





Eu sou uma “tenta-sexual”. Eu tentarei de tudo pelo menos uma vez





Eu vou apenas dizer aquilo que a gente não deve dizer: eu te amo, mas eu me amo mais





Proibido fumar em bares. O que vão fazer depois? Proibido fuder em bares?





Eu não serei julgada por você, nem pela sociedade. Eu vou vestir o que eu quiser e chupar quem eu quiser enquanto eu puder respirar e me ajoelhar





Se você tivesse 25 anos isso seria adorável, mas você tem 32, então é apenas estúpido





O problema dele é que ele é um cuzão





Sim, eu sou durona. Também sou exigente, teimosa, autossuficiente e sempre estou certa




Crédito das imagens: Daring & Darling Weebly, fanpop, We Heart It, Pinterest, QuotesGram e self.com.

O que a nova música de Lana Del Rey tem a ver com uma teoria da conspiração?



Quando despontou no mainstream com Born to die, Lana Del Rey chamou logo atenção pela mistura de visual anos 1960 com o glamour decadente de Los Angeles (a cidade, não o blog). Desde então, ela continua brincando com as mais diversas referências, por exemplo em versão grunge (Ultraviolence), riponga (Lust for life) ou mais moderninha (Norman fucking Rockwell).


O novo lançamento da cantora, Chemtrails over the country club, ganhou as redes na segunda. Mas o que esse nome teria a ver com uma famosa teoria da conspiração da internet? Não, Lana Del Rey não é QAnon (quer dizer, eu espero que não).





A expressão “chemtrails” vem de químicos (chemicals) mais caminho (trails), caminho de químicos. Seria a ideia de que aviões deixam rastros de produtos no ar, produtos esses responsáveis por mudar hábitos de quem os aspirar. Bem Stephen King, né?


Então, poluentes acima de um country club, tipo um clube de gente rica onde o povo fica de chapéu, mudariam o comportamento das pessoas? Segundo o clipe, sim. Lana curte com as amigas bem no estilo Real Housewives de Sabe-se Lá Onde. No meio da parada ela prova um laranja, todas aparecem meio perturbadas, os olhos brilhantes, um lobo, auuuuu, vampirismo, Crepúsculo dirigido por Robert Rodriguez?




Segundo a teoria de um fã em fórum dedicado à cantora, esse pode ser um indício de que Lana abordaria a política nesse novo álbum, já que os químicos no ar e o country club poderiam servir de alegorias para a era Trump que, felizmente, agora se finda.


Outro, no Twitter, relacionou o vídeo ao livro Mulheres que correm com os lobos, de Clarissa Pinkola Estés, obra admirada pelas feministas que desde o ano passado fez um comeback à lista brasileira dos mais vendidos.


Saberemos mais nos próximos meses. Chemtrails over the country club, o álbum, será lançado em 19 de março.







Crédito das imagens: Instagram e POPline.

Os homens que não amavam as mulheres



Já comentei aqui inúmeras vezes que sou um ávido consumidor das narrativas de true crime (sabe-se lá o motivo, sou o maior medroso da paróquia). Pois estava assistindo a mais um lançamento do gênero, — de dia, claro, porque de bobo eu só tenho a cara e o jeito de andar — e uma epifania veio como um relâmpago.


Por mais óbvio que me pareça agora, eu, outro homem branco privilegiado de classe média tentando tirar a cabeça de dentro da própria bunda, demorei muito a perceber: muitos desses casos famosos são exemplos inegáveis de misoginia, machismo, violência contra a mulher e feminicídio. Se pararmos para pensar, nove entre dez documentários, livros e séries do tipo são, em geral, sobre homens frustrados, doentes e cruéis que resolveram deixar fluir as pequenezas de suas almas aterrorizando figuras femininas.


Com essa reflexão em mente, fiz um apanhado de títulos estrangeiros recentes, disponíveis nos streamings televisivos, mais um podcast brasileiro no Spotify e YouTube. À princípio, me parece que esses produtos começaram a contextualizar esses assassinatos e atos bárbaros dando voz, quando possível, às vítimas, apontando também o papel exercido pelas forças policiais, imprensa e, obviamente, o patriarcado nesses casos célebres.




Conversando com um serial killer: Ted Bundy (Conversations with a killer: The Ted Bundy tapes)
Disponível na Netflix





Um dos mais infames assassinos em série da história americana, Ted Bundy seguiu a cartilha de muitos: rejeitado por uma mulher, buscou em todas as outras aquela que lhe o repeliu, matando as que conseguisse no meio do caminho. A diferença para muitos outros tipos abomináveis é que Bundy parecia um cidadão acima de qualquer suspeita, bem criado, bonitão, com futuro profissional praticamente garantido… Talvez seja por isso que ele exerça ainda tanto fascínio.


Essa série documental da Netflix não traz nada de muito novo ao que já sabíamos, entretanto é bem construída, roteirizada e, cá entre nós, dá um medo do caralho. Tá amarrado.




Eu terei sumido na escuridão (I’ll be gone in the dark)
Disponível na HBO





Uma dos títulos mais comentados do ano passado, essa série da HBO aborda crimes não tão conhecidos do grande público do estuprador em série que aterrorizou a Califórnia na década de 1970, cometendo também vários assassinatos. Ele ficou conhecido, dentre vários nomes, como O Perseguidor da Noite original. Ou ainda o Assassino do Estado Dourado. E principalmente East Area Rapist (O Estuprador da Área Leste).


A escritora Michelle McNamara, vidrada no tema, começou uma investigação por conta própria, contatando outros fanáticos como ela para trazer uma solução ao caso. No meio disso tudo, outra morte mexe com a investigação. Uma história surpreendente que de tão maluca parece até ficção.




O estripador (The ripper)
Disponível na Netflix





Aos que acompanham o universo do true crime, é interessante observar como essas mentes doentias e os crimes abomináveis que elas planejam são tratados fora da Meca dos serial killers modernos, os Estados Unidos. É esse o caso aqui.


Nos anos 1970, um homem mata mulheres aparentemente à esmo. Tudo acontece na Inglaterra, por isso ele logo é comparado a um Jack, o Estripador “moderno”. O programa, além de contar sobre quem eram essas vítimas, em quatro episódios se aprofunda também nas linhas de investigação do caso, principalmente nos erros. Um ponto positivo aos medrosos que nem eu: assusta, mas não demais, dá até para assistir de noite.




Praia dos ossos
Disponível no Spotify e no YouTube





Fecho a lista com um trabalho que me impressionou muito em 2020. Eu, ainda não tão adepto dos podcasts, consegui arrumar um tempo, botar meu fone e assistir um pouco a cada dia como se tivesse na minha frente… uma televisão.


A morte da socialite Ângela Diniz, a pantera de Minas, pelas mãos do playboy paulista Doca Street, é um casos mais notórios do país. O diferencial do Praia dos ossos é transformar esse conto horrível de machismo em narrativa, sempre por meio de um viés jornalístico bem apurado, editado e contextualizado, minucioso trabalho de Branca Vianna, da pesquisadora Flora Thomson-DeVeaux, além da competente equipe da Rádio Novelo.







Crédito das imagens: Praia dos ossos site oficial, IMDb e Podtrail.