5 músicas, e 6 cantoras, para ouvir agora

Acho que o título do post é auto-explicativo. Confere aí.

Nathy PelusoDelito

Ainda seguindo a vibe latina daquele post (relembre aqui), conheci essa argentina cheia de atitude e com um vozeirão para ninguém botar defeito. Para melhorar ela ainda é super estilosa, até com roupa de ginástica. Delito é a minha favorita até agora, principalmente por causa dessa fantástica versão ao vivo, mas Nathy também manda muito na baladinha Buenos Aires.

Doja CatKiss Me More (feat. SZA)

A cantora da versão original de “tcheca, tcheca, tcheca, balança essa perereca” é dona de uma das melhores músicas do ano passado, essa mesma Say So parodiada pela Danny Bond. Agora ela se junta à patroa de uma das mais gostosas deste 2021, SZA, da incrível Good Days, para essa saborosíssima Kiss Me More.

AnittaGirl From Rio

Anitta causa: tem gente que ama, tem gente que detesta e tem gente que ama e detesta, depende da fase. Uma coisa, independente de onde você se encontre, é inegável: ela é ultra talentosa, vai. E a charmosa Girl From Rio faz jus à nossa maior estrela da música brasileira nos dias atuais.

Duda BeatMeu Piserô

Demorei a gostar da cantora Bixinho, mas quando eu gosto, eu gosto mesmo. A voz, o look Debbie Harry e o conceito hoje me fazem gritar: aclamada. Em Meu Piserô, Duda Beat continua misturando a sonoridade pop gringa com elementos regionais. Com sucesso. A faixa faz parte do disco Te Amo Lá Fora (Eduarda ganha pontos se título da bolacha faz referência à grande comunidade do Orkut que, por sua vez, reproduz um bordão involuntário da minha mega ídola Thalia, atualmente divulgando também música nova, Mojito).

St. VincentPay Your Way In Pain

Sabia pouco de St. Vincent, a não ser que ela era chiquérrima, sapatônica e queridinha indie. Eis que ela finalmente me chamou atenção. Sucker 4 nostalgia que sou, simplesmente não consegui superar esse visu Dona Florinda nos episódios do Chapolin — mais 70’s, uma de minhas eras favoritas, impossível. Daí fui prestar atenção na música e curti. Taí. Para ver ouvindo, ouvir vendo. PS: por falar em anos 1970, Jessie Ware, que ano passado lançou o super disco What’s Your Pleasure?, liberou esse bônus, Please, segue link.

Créditos das imagens: Amazon, RCA Records, People en Español, Miojo Indie, Sport Playlists.

“Nove Desconhecidos”: li o livro de Liane Moriarty antes da minissérie

Descobri a escritora Liane Moriaty quando a HBO adaptou um livro dela para a TV: Big Little Lies, com elenco de peso e criada por David E. Kelley (Ally McBeal), fez tanto sucesso que ganhou segunda temporada (originalmente seria uma minissérie) e até uma versão brasileira aqui no Loz Engelis. Quando fiquei sabendo que outra obra dela seria adaptada para a telinha em breve, estrelando novamente a também australiana Nicole Kidman, resolvi me antecipar.

Nove Desconhecidos, o livro, foi uma ótima distração em tempos de pandemia (também pudera, eu sou a pessoa que resolveu ler A Peste no meio dessa confusão toda). De certa forma, a obra trata, indiretamente, sobre isolamento, mas é de certa maneira bem leve, daquelas que você quer ler só um pouquinho por dia “para não gastar”.

Tudo funciona no melhor estilo Agatha Christie, mestre naquelas tramas onde pessoas de diferentes e misteriosos passados são obrigadas a conviver até que um crime as una. Neste caso, os tais nove desconhecidos do título buscam um refúgio de suas rotinas em um spa no interior da Austrália.

Cada capítulo é narrado por esses tipos distintos, que se revezam na hora de contar o que acontece por lá. Por exemplo Carmel, mãe de filhos pequenos, recém divorciada, buscando recuperar a autoestima. Ou ainda o casal Jessica e Ben, ele viciado em carros, ela em cirurgias plásticas — os dois vão tentar se reconectar. A família Marconi traz drama à narrativa: pai, mãe e filha vivem o luto da perda de um ente querido.

Mas, mesmo que cada um deles conte sua perspectiva sobre a história, a protagonista mesmo é Frances, escritora de romances açucarados na meia-idade que foge à Tranquillum House, o cenário principal do livro, para superar um golpe de catfish na internet. É nessa pegada contemporânea que Liane Moriarty me ganhou, o que inclui referências certeiras da cultura pop, das Kardashian ao Survivor.

Em Nove Desconhecidos, não é um assassinato que servirá de denominador comum às trajetórias dessas pessoas estranhas, e sim os sentimentos que elas tanto tentam esconder. Como elas farão isso? Aí só lendo, ou assistindo à série, para saber. Nine Perfect Strangers, a minissérie, tem estreia prevista para ainda esse ano no Hulu (e Nicole Kidman, que imaginei sendo a minha Frances do livro, na verdade será Masha, a alucinada dona desse misterioso spa). Confira o teaser:

Crédito das imagens: Amazon e Sydney Morning Herald.

Bad Bunny, Ozuna, Anitta e mais: artistas dominam as paradas cantando em espanhol



Benito Antonio Martinez Ocasio. Talvez assim, na forma composta, você não esteja ligando o nome à pessoa. Basta dizer que esse homem, cuja alcunha artística reproduz duas palavras em inglês, é um dos mais bem sucedidos cantores da atualidade. E cantando em espanhol.


Bad Bunny.





Este jovem porto riquenho de 26 anos pode ser considerado a nova sensação da música latina, quiçá o maior representante do gênero hoje. E isso não sou eu que estou dizendo, mas os números, vejam só.


O mais recente disco dele, El último tour del mundo, conquistou feitos impressionantes: foi o primeiro álbum completamente gravado em língua espanhola a figurar no topo da famosa lista da Billboard. Não parou por aí. Bad Bunny também foi laureado como o artista número um do Spotify em 2020, com 8,3 bilhões de streams.





Deste trabalho, ainda liderando a parada de álbuns do serviço, duas faixas estão no top 50 das mais tocadas do mundo, incluindo Dákiti, e La noche de anoche, com Rosalía, que ganhou clipe essa semana.







A ascensão de Bad Bunny é bem sucedido exemplo de um verdadeiro boom de faixas em espanhol nas paradas de sucesso americanas. Em 2020, de acordo com a Nielsen Music/MRC Data, a música latina foi o ritmo que mais cresceu.


Em 2017, Despacito, de Luis Fonsi com Daddy Yankee, que já havia chamado atenção na década anterior com Gasolina, foi o catalisador dessa tendência. O ano seguinte teve o fenômeno Mi gente, de J Balvin, que ganhou ainda mais repercussão com um remix com a participação de Beyoncé que tornou-se viral.





É do colombiano também outro hit: Con altura, este junto da espanhola Rosalía, cujo clipe bateu 1 bilhão de views no YouTube (garantindo a ela o vídeo mais assistido de uma artista feminina em 2019).













Ozuna, o porto-riquenho com quem Rosalía dividiu os vocais em Yo x ti, tu x mi, é outro: tá no Guinness Book com sete clipes que atingiram mais de 1 bilhão de visualizações (e ainda outros três títulos por outras conquistas diversas na música).










Até o Brasil entrou nessa onda, mesmo que nossa língua seja o português. Basta ver o trabalho de Anitta. O álbum Kisses tem sete das suas dez faixas em espanhol.





A cantora continua nessa toada, fazendo um dos mais novos singles, Me gusta, figurar por 15 semanas na parada Hot Latin Songs dos EUA. Não dá para esquecer também de Downtown (com J Balvin).










Se nos anos 1990 e 2000 artistas do porte de Shakira, Ricky Martin, Thalia e Paulina Rubio, para citar apenas alguns, mudaram de estilo e visual para conquistar o mercado estadunidense, na década de 2020 a moda é valorizar cada vez mais de onde se vem.


Da febre do reggaeton, passando por ritmos como trap, funk, cumbia e hip-hop, essa nova geração projeta o espanhol cada vez mais no mainstream.




Na crista da onda


Maluma


A Colômbia está com tudo e nosso pretty boy, filho daquela terra, é o rei dos feats ilustres: colaborou com grandes nomes da música, por exemplo Madonna, com Medellín, The Weeknd, no remix de Hawái, com a nossa prata da casa Anitta, em Si o no, e também com Shakira, Chantaje.















Karol G


Direto de Medellín, conseguiu seu lugar ao sol quando colaborou com Nicki Minaj. Agora, com BICHOTA, vem subindo, subindo e subindo nas paradas.









Kali Uchis


Essa americana, filha de colombiano, é meu novo vício musical. Em estilo periguete, com todo o respeito, e apresentando músicas que beiram o indie/alternativo, Kali, que não nasceu em Itaquera como diz o meme, mistura inglês e espanhol na maioria de suas faixas, mas assumiu a última em seu mais novo lançamento, Sin miedo (del amor y otros demonios).















Quem abriu caminho


Thalia


Acho que não preciso repetir aqui o quanto eu adoro a Thalia, né? Minha paixão começou com as Marias das telenovelas e passou pra música. Antes desse boom registrado aqui, ela e seus contemporâneos faziam o que podiam para emplacar no mercado americano.


A mexicana até se aventurou pelo inglês, mas voltou pro idioma nativo. Recentemente cantou com a nossa Pabllo Vittar, orgulho nacional, em Tímida, e participou do reality Latin queens.




Shakira


Mais uma colombiana que arrebenta o coco, mas não quebra a sapucaia. Depois de fazer sucesso na América Latina com Pies descalzos, o maravilhoso ¿Dónde están los ladrones? e um ótimo acústico, foi para os EUA.


Emplacou Laundry service e o parte inglês, parte espanhol Fijación oral/Oral fixation. Assim como Thalia, voltou para a língua pátria.




Santana


Dos idos de Woodstock, foi um dos primeiros artistas latinos a cruzar a fronteira da música regional para o mainstream. Em 1999, já bastante consolidado, lançou o disco Supernatural, sucesso total, vencedor de Grammy, que rendeu temas como Maria, Maria e o megahit Smooth.




Ricky Martin


Ex-integrante da boy band teen Menudo, fez seu crossover para o inglês nos anos 1990, emplacando com Livin’ la vida loca. Hoje também é ator, símbolo LGBTQIAP+ e mais.




Célia Cruz


Em uma palavra: AZÚCAR.




Selena


Assassinada tragicamente na mais tenra idade, essa texana com raízes mexicanas apenas dava início ao que parecia uma dominação global quando morreu.


Ficaram na memória os looks marcantes e muitos sucessos. Para saber mais: Jennifer Lopez a interpretou em filme de 1997. Mais de duas décadas depois foi a vez da Netflix estrear uma série sobre ela.






Crédito das imagens: Billboard, Portal Reggaeton, LatinPop Brasil, Chic Magazine, Twitter, Gio Alma para Rolling Stone Colômbia e O Dia.